PSIQUIATRURAS - Psiquiatria / Enfermagem
O investimento em Saúde Mental é insuficiente, quer ao nível de recursos financeiros, quer ao nível de recursos humanos. Aqui procurar-se abordar temas relacionados com a Saúde Mental, mas... concretizando as coisas...
- Celso Silva
- Portalegre, Norte Alentejano, Portugal
- Enfermeiro Especialista em Saúde Mental
Segunda-feira, 19 de Março de 2012
Depressão: Portugal tem mais casos do que os países vizinhos
Portugal tem um maior número de pessoas com doenças mentais e depressões graves do que os países vizinhos, dá conta um estudo internacional sobre o tema.
De acordo com o psiquiatra Álvaro de Carvalho, que lidera o plano de prevenção de depressões e suicídios, integrado no Plano Nacional de Saúde Mental, o estudo mostra que Portugal é um dos países com maior número de depressões.
"Enquanto a Espanha e a França têm índices de prevalência de doença mental entre os 8 e os 9,2 %, nós temos cerca de 23 %", revelou à agência Lusa o psiquiatra, acrescentando que "a prevalência de depressões em termos internacionais ronda os 4 %, mas em Portugal chega aos 7 %".
Para Álvaro de Carvalho, "isto mostra que existe um problema sério de depressão, que tem que ser estudado, até para se perceber como é que os índices são tão altos quando a toma de antidepressivos é tão elevada".
Por outro lado, "a evidência científica aponta para uma tendência que não pode deixar de chamar a atenção da sociedade em geral e dos políticos em particular: dados internacionais mostram existir uma correlação direta entre o aumento da prevalência de doenças mentais e o grau de desigualdades em termos sociais".
De acordo com o coordenador deste plano nacional, Portugal tem um nível alto de desigualdades sociais, a par de países como os Estados Unidos ou a Nova Zelândia.
“Estes índices tão elevados medem situações como a gravidez na adolescência - em que somos campeões a par do Reino Unido -, problemas de álcool, de obesidade ou de mobilidade social e desemprego”, afirmou.
Um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o "Impacto da crise económica na saúde mental" na Europa concluiu que, em geral, as recessões económicas em países com o grau de desenvolvimento de Portugal não têm impacto ou reduzem mesmo as taxas de mortalidade, nomeadamente por acidentes rodoviários, já que as pessoas usam menos os carros.
No entanto, a análise realizada na União Europeia mostrou que os problemas económicos nos países com menor riqueza aumentaram a mortalidade, sobretudo devido a suicídios e outras causas violentas e problemas de alcoolismo.
Fonte: univadis.pt
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Sexta-feira, 16 de Março de 2012
Exercício cognitivo melhora comportamentos associados à esquizofrenia
Investigadores americanos descobriram que um tipo específico de exercício cognitivo computorizado pode melhorar significativamente os comportamentos dos indivíduos com esquizofrenia, dá conta um estudo publicado na revista “Neuron”.
“A esquizofrenia é uma doença psiquiátrica debilitante que está associada com sintomas clínicos, tais como alucinações e delírios, bem como deficits sociais e cognitivos. Os pacientes com esquizofrenia lutam pelo controlo da realidade, pela capacidade de separar o mundo interior do exterior”, revelou, em comunicado de imprensa, a autora principal do estudo, Sophia Vinogradov.
Apesar de existirem medicamentos que reduzem os sintomas clínicos desta doença, os tratamentos atuais não melhoram os deficits cognitivos. Adicionalmente, a psicoterapia convencional não tem tido muito sucesso, havendo assim a necessidade urgente de desenvolver novas estratégias terapêuticas.
Neste estudo, os investigadores da University of California, em São Francisco, adotaram uma estratégia única para melhorar o comportamento e ativação cerebral dos indivíduos com esquizofrenia. Na opinião dos autores do estudo de modo a melhorar as funções cognitivas nas doenças neuropsiquiátricas é importante inicialmente ter por alvo as deficiências nos processos de baixo nível de perceção, assim como outros que envolvam a memória de trabalho e processos cognitivos sociais.
O estudo revelou que, em comparação com as avaliações realizadas antes do exercício cognitivo computorizado, os pacientes com esquizofrenia que se submeteram a 80 horas deste tipo de exercício, durante 16 semanas, apresentaram uma melhoria na sua capacidade de realizar tarefas de controlo da realidade, as quais foram associadas a um aumento da ativação dos córtex pré-frontal medial (mPFC), uma região do cérebro que está envolvida nos processos de controlo da realidade.
Os investigadores também verificaram que os níveis de ativação do mPFC também estavam associados com um melhor funcionamento social, seis meses após o início do exercício cognitivo. Pelo contrário, os pacientes do grupo de controlo que jogaram jogos de computador durante 80 horas não apresentaram nenhuma melhoria.
"Estes resultados levantam a possibilidade de os danos neurológicas da esquizofrenia - e, sem dúvida, de outras doenças neuropsiquiátricas - não serem imutáveis, e podendo ser passíveis de intervenções bem desenhadas para restabelecer o funcionamento do sistema nervoso”, revelou, em comunicado de imprensa, Sophia Vinogradov.
Fonte: univadis.pt
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Quarta-feira, 14 de Março de 2012
Jornadas de Enfermagem Médico-cirúrgica. A Pessoa em Situação Crítica
Jornadas de Enfermagem Médico-cirúrgica.
A Pessoa em Situação Crítica: Complexidade e Intervenção
26 a 28 de Abril de 2012
A Unidade Científico-Pedagógica de Enfermagem Médico-Cirúrgica da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) leva a efeito as III Jornadas de Enfermagem Médico-Cirúrgica. A iniciativa surge no âmbito do V Curso de Pós-Licenciatura de Especialização e II Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica.
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Domingo, 4 de Março de 2012
Plano de prevenção nacional de depressões e suicídios começará no final do Verão
Uma comissão de psiquiatras, enfermeiros e académicos portugueses e estrangeiros vai passar a executar, a partir do final do Verão, um plano para prevenir os suicídios em Portugal, na sequência do aumento esperado de depressões devido à crise.
O objetivo faz parte do Plano Nacional de Saúde Mental 2007/2016, mas a sua concretização foi acelerada devido ao aumento esperado de depressões causadas pela crise.
A comissão será liderada por Álvaro de Carvalho, diretor do Programa Nacional da Saúde Mental, da Direção Geral de Saúde, que explicou à agência Lusa que "a principal causa de suicídios é a depressão", embora Portugal tenha registado, num eurobarómetro divulgado em 2010, "um consumo médio de antidepressivos cinco vezes superior à média europeia".
Por isso e porque a crise económica levou a União Europeia e a Organização Mundial de Saúde a lançar alertas para a probabilidade de as depressões aumentarem, a prevenção passou a ser a palavra-chave, acrescentou Álvaro de Carvalho.
Um estudo da OMS/Europa, que visou perceber o impacto de crises anteriores na saúde mental, indica que "nos países de desenvolvimento médio e elevado como Portugal, as situações de suicídio têm aumentado por questões de ansiedade e depressão", afirmou o especialista.
Por outro lado, os números de mortes por suicídio em Portugal não são fiáveis, considerou.
"Há muitas dúvidas sobre os números efetivos de suicídios em Portugal", disse, explicando que "Portugal é um dos países da Europa com maior número de mortes por causas não identificadas", a Direção Geral de Saúde promoveu uma revisão de todas as certidões de óbito com causa não identificada e concluiu, como se esperava, que um grande número tinha a ver com suicídios".
Esta situação, segundo o especialista, deve-se a aspetos sociológicos como a tradição religiosa que é a necessidade de acionar seguros de vida, que não abrangem as mortes por suicídio.
Embora as medidas ainda não estejam definidas -- a própria comissão ainda está em processo de constituição --, Álvaro de Carvalho explica que as iniciativas de prevenção passam, nomeadamente, por sistematizar o diagnóstico e terapêutica da depressão, sobretudo a nível dos cuidados primários, e a articulação com as equipas de saúde mental e com outras entidades clinicas.
Da comissão fazem parte, entre outros, o coordenador português da Aliança Europeia contra a Depressão, Ricardo Gusmão, o psiquiatra Daniel Sampaio, o fundador da Sociedade Portuguesa de Suicidologia, Carlos Brás Saraiva, o presidente da mesma sociedade, José Carlos Santos, o diretor da delegação de Lisboa do Instituto de Medicina Legal, Jorge Costa Santos, além de Álvaro de Carvalho, como coordenador.
A comissão vai integrar ainda três académicos estrangeiros "que aceitaram fazer parte como consultores deste grupo", disse o responsável.
A coordenação será feita também em colaboração com os diretores dos 10 agrupamentos de Centros de Saúde onde o suicídio tem maior expressão, 10 coordenadores das unidades de saúde familiares piloto com elevada expressão de suicídios e os diretores dos departamentos de saúde mental dos hospitais.
O grupo incluirá ainda representantes das ordens dos Médicos, dos Psicólogos e dos Enfermeiros, da Associação de Profissionais de Serviço Social, da Associação de Medicina Geral e Familiar, dos Médicos de Saúde Pública, dos telefones SOS, e envolverá ainda associações empresariais e sindicais, agentes da autoridade, bombeiros, câmaras municipais e outras entidades com capacidade de intervenção junto da população em maior crise, como por exemplo sacerdotes.
Fonte: sicnoticias.sapo.pt
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15as Jornadas de Saúde Mental do Algarve
As Jornadas terão lugar no Hotel Tivoli Carvoeiro, nos próximos dias 26, 27 e 28 de Abril 2012.
O tema deste ano será "Regresso ao Futuro".
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Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
Estatinas reduzem risco de depressão em pacientes cardíacos
Os indivíduos que sofrem de doenças cardiovasculares e que tomam estatinas, fármacos habitualmente prescritos para ajudar a reduzir os níveis de colesterol, apresentam um menor risco de desenvolver depressão, dá conta um estudo publicado no “Journal of Clinical Psychiatry”.
Apesar de já estar perfeitamente estabelecido que a toma de estatinas é benéfica para as pessoas que sofrem de doenças cardiovasculares, ainda não se tinha investigado qual o seu efeito nos sintomas depressivos. Por outro lado, estudos anteriores já tinham indicado que os indivíduos com doenças cardíacas e que estão deprimidos, não praticam tanto exercício físico e também apresentam falhas na toma da medicação. Estes dois fatores podem conduzir a um aumento do risco da ocorrência de eventos cardiovasculares, nomeadamente acidente vascular cerebral e enfarte agudo do miocárdio.
Neste estudo, os investigadores da University of California, nos EUA, contaram com a participação de 965 indivíduos que sofriam de doença coronária, e que foram acompanhados ao longo de seis anos. Os participantes foram interrogados sobre o uso de estatinas, sendo a presença de sintomas depressivos também avaliada através de um questionário.
Os resultados do estudo mostraram que 65% dos pacientes tomavam estatinas e que estes apresentavam, segundo o questionário realizado, menos sintomas depressivos.
Por outro lado, a toma de estatinas pelos 776 indivíduos que não apresentaram, no início do estudo, sintomas depressivos estava associada com uma redução de cerca de 48% do risco de desenvolver depressão durante o período de acompanhamento.
À medida que o estudo se foi desenrolando, os investigadores verificaram que a diferença entre os pacientes que tomavam ou não estatinas ficou mais pronunciada. Os pacientes que tomavam estatinas tinham um menor risco de desenvolver depressão ao longo do tempo, ao contrário dos que não tomavam este fármaco.
Os autores do estudo, liderados por Mary Whooley, concluem assim que a utilização de estatinas está associada a uma diminuição do desenvolvimento de sintomas depressivos em pacientes com doença coronária, acrescentando que o mecanismo responsável por esta associação ainda não é conhecido, sendo por isso necessários mais estudos para o identificar.
Contudo, a investigadora sugere que o efeito das estatinas na depressão poderá estar relacionado com o fato deste fármaco impedir o desenvolvimento da aterosclerose no cérebro, a qual pode contribuir para o aparecimento de sintomas depressivos.
Fonte: univadis.pt
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Alecrim pode aumentar o desempenho cognitivo?
O alecrim é uma das muitas plantas que produzem óleos essenciais com propriedades medicinais, mas até à data, nenhum estudo tinha investigado como é que esta planta afetava o comportamento humano.
Neste estudo, os investigadores da Northumbria University, no Reino Unido, analisaram o desempenho cognitivo e o estado humor de 20 indivíduos que foram expostos a diferentes níveis de aroma de alecrim. Foram retiradas amostras de sangue para detetar a quantidade de um dos principais compostos do alecrim, 1,8-cineol, que os participantes tinham absorvido. De forma a avaliar os potenciais efeitos do óleo de alecrim, os participantes foram submetidos a testes para avaliação da rapidez e precisão do raciocínio.
Os resultados do estudo indicaram que, pela primeira vez em humanos, a concentração do 1,8- cineol no sangue estava associada com um aumento do desempenho cognitivo, em que concentrações mais elevadas deste composto estavam associadas a melhores resultados nos testes cognitivos. Foi também verificado que este composto melhorava os resultados dos testes que avaliaram a velocidade e a precisão do raciocínio dos participantes.
Apesar de menos pronunciado, o 1,8-cineol também teve um efeito no humor dos participantes, embora neste caso a associação ter sido negativa, o que sugere que os componentes do óleo de alecrim afetam o estado de humor e o desempenho cognitivo através de vias neuroquímicas diferentes. Por outro lado, foi observado que este óleo não afetou o estado de alerta.
O 1,8-cineol, que também está presente noutras plantas aromáticas como o eucalipto, a artemísia e a sálvia, tem sido alvo de vários estudos, incluindo uma investigação que sugere que este composto inibe as enzimas acetilcolinesterase e butirilcolinesterase, as quais são importantes para o cérebro e para o sistema nervoso central.
Os autores do estudo concluem assim que estes são resultados encorajadores, pois sugerem que o 1,8-cineol apresenta propriedades farmacológicas, no entanto reconhecem que ainda é necessário proceder à medição dos níveis e da potencialidade de outros componentes do óleo de alecrim, como o ácido rosmarínico e o ácido ursólico, que estão presentes em menores concentrações.
Fonte: univadis.pt
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Domingo, 26 de Fevereiro de 2012
XI Simpósio da SPS
A SPS vai levar a efeito o seu XI Simpósio. Irá decorrer em Viseu, no Hotel Grão Vasco. Será uma organização conjunta entre a SPS e o Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, EPE. Denominado "Comunidade e Comportamentos Suicidários - Avaliar e Prevenir" tratará de temas ligados à prevenção e formas de intevenção em populações e contextos especiais.
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012
I Encontro Internacional de Enfermagem de Saúde Mental
I Encontro Internacional de Enfermagem de Saúde Mental
De 29 de Fevereiro e 2 de Março de 2012 na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
XI Congresso de Psiquiatria S. João de Deus
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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
Estudo DECO. Um terço dos jovens inquiridos pensou em suicidar-se pelo menos duas vezes.
Um terço dos jovens inquiridos pela Deco revelou ter pensado em suicidar-se pelo menos duas vezes no último ano, uma ideia que atinge maioritariamente a faixa etária dos 18 e 34 anos, revela um estudo.
Segundo o estudo da associação de defesa do consumidor, publicado na edição de fevereiro da revista Teste Saúde, tendo por base 1.965 questionários, a faixa etária mais jovem, dos 18 aos 34 anos, é a mais afetada pela chamada “ideação suicida”, ou seja, fortes sentimentos para cometer o ato.
De acordo com os dados da Deco, 21 por cento dos inquiridos nesta faixa etária já consideraram o suicídio e um terço pensou em suicidar-se, pelo menos, duas vezes no último ano, tendência que diminui com a idade.
Os resultados do inquérito indicam também que cerca de 14% dos inquiridos ponderaram este ato extremo, pelo menos, uma vez nos últimos 12 meses e cerca de seis por cento tentaram-no em algum momento da vida.
Os dados publicados na revista Teste Saúde referem que o suicídio é mais prevalente nas mulheres, com especial incidência na faixa etária dos 35 aos 54 anos, enquanto nos homens, o intervalo etário com maior número de suicídios corresponde aos jovens até 25 anos ou a indivíduos entre os 45 e os 54 anos.
A associação de defesa do consumidor conclui igualmente que ser solteiro, sentir dificuldades financeiras e não seguir uma religião são fatores que aumentam as ideias suicidas.
Quando o sofrimento “aperta a alma”, os familiares são os mais procurados para desabafar (39% dos inquiridos), surgindo depois os amigos (23%). Porém, cerca de um terço das pessoas com ideias de suicídio muito vincadas não falam com ninguém.
O apoio surge sobretudo através de conversa e, em 38% dos casos, os familiares e amigos tentam convencer o inquirido a afastar as ideias negativas e mais de um terço aconselhou a procura de ajuda profissional.
Durante o período de tendência suicidas e quando procuram ajuda, os inquiridos optam em especial pelo psiquiatra (11%) ou psicólogo (10%), enquanto cerca de quatro por cento dirigiram-se ao centro de saúde ou às urgências.
Após a tentativa de suicídio, os doentes foram encaminhados para as urgências hospitalares (38%), sobretudo para uma lavagem ao estômago (25% dos tratamentos), mas um quarto não procurou tratamento, revela igualmente o inquérito da DECO, que concluiu também que depois dos primeiros socorros, apenas 35 por cento continuaram a ser seguidos por um profissional de saúde.
O estudo publicado na revista Teste Saúde indica ainda que metade dos 1.965 entrevistados conhece, pelo menos, uma pessoa que tentou o suicídio, tendo 39% referido a morte de um familiar.
A Deco enviou, entre abril e maio do ano passado, um questionário a uma amostra da população, tendo recebido 1.965 questionários válidos, representativos quanto a sexo, idade e distribuição geográfica.
Fonte: ionline.pt
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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
II Congresso Nacional de Patologia Dual
II Congresso Nacional de Patologia Dual e Comportamentos Aditivos
DEPENDÊNCIA GRAVE E pATOLOGIA DUAL: mENTE DOENTE?
Casa municipal da cultura
Coimbra, 9-10 de Fevereiro 2012
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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011
Falta de sono pode levar a fibromialgia em mulheres
""Problemas de sono foram associados a esta condição dolorosa, especialmente depois de meia-idade, refere um estudo publicado na edição online da revista “Arthritis and Rheumatism”.
A fibromialgia é uma dor crónica musculo-esquelética que afecta mais de cinco milhões de adultos nos EUA. As mulheres constituem 90% dos pacientes com fibromialgia, que geralmente começa na meia-idade.
Estudos anteriores verificaram que a insónia, acordar à noite e a fadiga são sintomas comuns vividos por pacientes com fibromialgia, mas, até ao momento, não se sabia se os problemas do sono contribuíam para o desenvolvimento da doença.
Investigadores noruegueses acompanharam, ao longo de 10 anos, 12.350 mulheres saudáveis maiores de 20 anos que não tinham doenças músculo-esquelética nem do movimento. No final desse período, 327 mulheres (2,6%) tinham desenvolvido fibromialgia.
O estudo verificou um aumento de mais de cinco vezes no risco de fibromialgia entre as mulheres com mais de 45 que, com frequência ou sempre, tiveram problemas de sono, e quase triplicou entre as mulheres entre os 20 e os 44 anos com problemas de sono similares. "Estas descobertas indicam uma forte associação entre distúrbios do sono e o risco de fibromialgia em mulheres adultas", disse, em comunicado de imprensa enviado pela revista revista, o líder da investigação, Paul Mork, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia.
"Verificámos uma relação entre dose e resposta, na qual as mulheres que relataram problemas frequentes com o sono tinham um risco aumentado de fibromialgia, em oposição às que nunca experimentaram esses problemas."
Embora o estudo tenha observado uma possível associação entre problemas de sono e fibromialgia não mostrou, contudo, qualquer causa e efeito. Deste modo, os cientistas referem que são necessárias mais investigações para determinar se a detecção precoce e o tratamento de problemas do sono podem reduzir o risco de fibromialgia em mulheres.""
Fonte: univadis.pt
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Domingo, 13 de Novembro de 2011
Sábado, 15 de Outubro de 2011
V Jornadas de Enfermagem do Hospital de Magalhães Lemos – “É tempo de fazer o futuro!”
A Comissão Organizadora das Jornadas de Enfermagem do Hospital de Magalhães Lemos vai realizar, as suas V Jornadas, subordinadas ao tema: “É tempo de fazer o futuro!”, que se realizarão nos dias 17 e 18 de Novembro de 2011, neste Hospital.
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011
Congresso SPESM 2011: “Informação e Saúde Mental” - 10 e 11 de Novembro de 2011
"A Direcção da SPESM informa Vossas. Exas. que, está a organizar o Congresso SPESM 2011, que neste ano, tem como lema “Informação e Saúde Mental”, a realizar a 10 e 11 de Novembro de 2011, no Auditório do Instituto Piaget – campos académico de Silves, em Silves.
Numa altura em que o conteúdo e a gestão da informação, assumem um papel cada vez mais relevante, para a adopção dos comportamentos das pessoas, e, por conseguinte determinante para a promoção da saúde/aparecimento da doença mental consideramos de extrema importância a sua discussão e debate..."
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Sábado, 3 de Setembro de 2011
Ciclo de cinema de Saúde Mental
(clique na imagem para aumentar)
Com entrada livre, o Ciclo de Cinema de Saúde Mental terá início pelas 21H00 dos dias 10, 21 e 25 de Outubro, no Auditório da Biblioteca Almeida Garret, no Palácio de Cristal - Porto. Em exibição estarão as obras «Seraphine», «O quarto do filho» e «Tranation», respectivamente.
No final de cada filme haverá um espaço de debate e reflexão que contará com a participação de comentadores convidados da área do Cinema e da Saúde Mental.
É com grande prazer que convidamos todos, profissionais de saúde e sociedade civil, a partilhar connosco uma iniciativa que terá especial reflexo em todos aqueles que querem seguir o lema das comemorações deste ano e investir na Saúde Mental.
Sejam bem-vindos!
Enf.ª Glória Butt,
A Presidente da Mesa do Colégio da Especialidade de Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica.
1 de Setembro de 2011"
Fonte: Mesa do Colégio da Especialidade de Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica da Ordem dos Enfermeiros
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2011
Consumismo leva a Depressão
Com a actual austeridade, e com a que ainda vem por aí, talvez seja bom refrear o "consumismo", para quem ainda "consome". O que não é o caso de quem tem pensões mínimas ou o salário mínimo nacional... essas pessoas já não têm o que refrear...
""Segundo noticiários transitados dois anos atrás pela mídia, a depressão que no passado por falta de conhecimentos científicos mais profundos, era considerada como um estado de espírito das pessoas frustradas por algum caso amoroso, profissional, até mesmo por condições sociais, hoje é comprovada e reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como mais uma doença no seu sinistro catálogo do século XXI.
A entidade mundial projeta para os anos de 2030 como a doença de maior incidência do planeta. Se isto acontecer, sombriamente será o fim da civilização, esta construída nos paradigmas de consumo sem limite ou mesmo, o fim da nossa espécie. As características do depressivo, - com permissão dos profissionais da psicologia, são de total abandono ou de interesse pela vida. É bom frisar que o estado de tristeza causada por uma situação adversa momentânea não é a mesma coisa que depressão. Esta quando diagnosticada como doença deve ser tratada com seu ritual terapêutico próprio. Tirando as causas genéticas, entra-se num mundo complexo, sombrio e confuso que só o doente consegue sentir. Pelo lado patológico somente podemos identificar pelos sintomas, como: perda de interesse pela vida; lentidão das atividades físicas e mentais; dificuldade de concentração e o sentimento de fracasso.
A injeção do espírito materialista em nossas consciências humanas de forma massiva, instigado pela publicidade, pelos programas televisivos, filmes etc., leva as pessoas ao delírio de consumir que não se restringe exclusivamente a bens físicos, mas também aos serviços e conhecimentos numa volúpia praticamente infinita. Quando apossadas por este sentimento de dependência psíquica irracional, não conseguem mais usufruir na plenitude do prazer, entrando num looping sem saída, gerando ao contrário, um vazio existencial. Neste momento se instala uma sensação de impotência e frustração, onde o passo seguinte é o estado de depressão como acima definido.
Para reforçar este argumento, a própria OMS identifica esta tendência nos países ditos emergentes e neste caso encaixa o Brasil, que é, e foi muito mais ainda no passado, um país alegre e feliz, onde as letras de nossas músicas confirmaram para a história. Nestes países, a oportunização abundante por um lado, dos bens e serviços que a tecnologia oferece, e por outro, a dificuldade de alcançá-los pelo modelo capitalista que vivemos, levam a um sentimento de desgaste e mesmo frustrante de grande parte da população. Sem o aprofundamento que o tema requer, é possível que a hipótese acima seja uma confirmação da impotência de usufruir as propostas mirabolantes veiculadas na mídia, ou por outro viés, a violação dos valores morais, éticos e culturais, gerando nas pessoas um conflito interior em relação às convicções herdadas de nossos antepassados.
Para alguns países, particularmente do norte da Europa e mesmo o Japão onde o padrão de vida tem o privilégio de saúde, educação e empregos praticamente garantido para toda a vida, talvez leve por este lado ao tédio, "nojo existencial" (Sartre in "O ser e o nada") e material, para desembocar alem da depressão, na bebida, nas drogas e ao suicídio final.
Por fim é de se supor que o desenvolvimento da esfera mais alta de nossa mente, o transcendental, se explica por sua vez, a procura cada vez mais intensa pela espiritualidade no refúgio das religiões, onde se encontra a última reserva da esperança pela vida. É nossa convicção que lá ao menos não se cria a depressão.""
Fonte: Artigonal
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Sábado, 16 de Julho de 2011
Bullying é um problema de saúde mental
""Apesar de ocupar recente destaque na mídia, o bullying é um fenômeno antigo. Data do início dos anos 80 um dos primeiros estudos sobre o assunto, de autoria do professor Dan Olweus, da Universidade de Bergen, Noruega. Ele investigava o caso de três jovens com idades entre 10 e 14 anos, que haviam cometido suicídio em 1982, como resultado da agressão de um bully – quem pratica o bullying.
Quase 20 anos depois, os resultados das agressões continuam tendo o mesmo fim e por este motivo o assunto tem preocupado além de pais, professores e profissionais, autoridades que buscam nas políticas públicas tentar coibir a ação dos chamados "valentões".
"Existe uma relação entre saúde mental e bullying. Sejam os jovens agressores, vítimas, os dois (quando sofrem e praticam bullying) ou espectadores, sabemos que em muitos casos, a depressão e a ansiedade podem ser co-ocorrência de problemas. Eu sempre avalio para depressão e ansiedade quando estou trabalhando com os jovens que estão envolvidos em bullying. Bullying é um problema de saúde mental", afirma Susan Swearer, professora na Universidade de Nebraska, nos EUA, e autora de diversos estudos sobre o tema.
De acordo com a psicóloga, o fenômeno varia de acordo com o local onde ocorre. Isto sugere que existam condições psicológicas e sociais que favorecem a ocorrência deste tipo de agressão. "Estou cada vez mais convencida de que o bullying é um problema socioecológico e que o indivíduo, a família, os pares, a escola, a comunidade e todos os fatores sociais influenciam ou não sua ocorrência".
Neste sentido, para a autora, as intervenções devem ser elaboradas com base em dados coletados nos locais onde ocorrem. "As intervenções devem se basear em evidências. O que pergunto a alunos, pais e educadores é: Quais são as condições em sua escola (família, comunidade) que permitem a ocorrência deste tipo de agressão? Na resposta encontramos as áreas que devemos abordar em uma intervenção. Já que o fenômeno varia, cada local deve ter seus próprios dados para planejar intervenções eficazes, a fim de mudar as condições que estão alimentando o bullying em sua própria escola e comunidade".""
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Domingo, 3 de Julho de 2011
Jovens estão a consumir mais heroína e alucinogénios
O consumo de heroína parece estar a aumentar entre os jovens a partir dos 14 anos. Também o LSD, outra droga que parecia ter caído no esquecimento, reapareceu entre os estudantes. As conclusões são de um estudo sobre o uso de drogas, álcool e tabaco que ontem foi apresentado no Instituto das Drogas e da Toxicodependência (IDT), em Lisboa.
A tendência entre os jovens para o consumo de novas drogas e, sobretudo, de drogas mais viciantes foi um dos aspectos salientados pelo director do IDT, João Goulão, quando apresentou o estudo onde foram analisadas as respostas de cerca de 12.000 jovens (com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos) num universo de 15.000, todos do ensino público, que foram inquiridos a nível nacional, no primeiro estudo efectuado junto desta faixa etária.
O estudo (incidência de 45 por cento de rapazes e 55 por cento de raparigas) mostra ainda que existe um ligeiro aumento do consumo de cocaína no grupo etário compreendido entre os 15 e os 16 anos e que se tem registado um aumento exponencial no consumo de cogumelos mágicos, sobretudo entre os menores. Também a utilização de anfetaminas tem aumentado entre os alunos de menor idade que responderam ao inquérito.
No dia em que se assinalou o 10.º aniversário da entrada em vigor da lei que despenaliza o consumo de drogas, o director do IDT fez ainda questão de salientar que, apesar dos temores relativos ao aparente aumento do consumo de drogas duras entre estudantes com 14 e 15 anos, é de registar o facto de, na última década, ter diminuído (entre todos os grupos etários) o consumo de todo o tipo de estupefacientes.
Se o consumo de heroína (não há indicadores que apontem para um aumento do consumo através de injecção, mas sim por inalação) e de LSD (um alucinogénio) estão a ressurgir em idades cada vez mais baixas, já o mesmo não se passa com a cannabis e o ecstasy, estupefacientes que até há poucos anos eram tidos como uma espécie de moda entre os jovens.
Para João Goulão, apesar dos indicadores mostrarem que há grupos etários de risco onde se nota um aumento no consumo de drogas sintéticas, é um facto que "há [em Portugal] uma diminuição de toxicodependentes". O relatório ontem divulgado refere, por sua vez, que "a descriminalização [do consumo de drogas] não afectou negativamente a evolução do fenómeno", ao mesmo tempo que salienta a necessidade de "os toxicodependentes serem tratados como doentes com necessidade de cuidados, em vez de serem encarados como criminosos ou delinquentes".
O director do IDT, que defende a necessidade de realizar inquéritos globais para melhor se conhecer a realidade do consumo de drogas em Portugal, alerta ainda para o facto de a actual crise económica do país poder vir a contribuir para um eventual agravamento do tráfico e do consumo de drogas, facto que poderá redundar numa possível inversão dos resultados (diminuição de toxicodependentes) registados nos últimos dez anos.
As acções de prevenção, mas também a intensificação das terapias de tratamento, a dissuasão dos hábitos de consumo, a redução da oferta de drogas e a continuidade de políticas de reinserção são apontados como fundamentais no combate à toxicodependência
Fonte : publico.pt
Informações sobre drogas, consulte o IDT
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Sábado, 2 de Julho de 2011
Cannabis e Psicose
Mais uma investigação recente reforça os dados que ligam a utilização de cannabis ao risco de psicose.
Foi feito um estudo realizado em Melbourne (Austrália) com 625 doentes com o diagnóstico de primeiro surto psicótico (primeira vez que apresentam os sintomas de uma psicose), entre os 14 e os 29 anos, publicado no Schizophrenia Research deste mês, que se focava neste assunto.
Os investigadores verificaram que os doentes que apresentavam abuso ou dependência de cannabis antes dos 14 anos iniciavam a psicose em média 2 anos antes. Estes apresentavam os sintomas psicóticos por volta dos 19 anos, enquanto que as pessoas sem abuso ou dependência de cannabis começavam por volta dos 21 anos.
A conclusão deste estudo é que a utilização de cannabis pode levar a um efeito prejudicial na maturação cerebral (muito importante especialmente numa fase inicial da adolescência!) que leva ao aparecimento de sintomas psicóticos numa idade mais precoce.
A dúvida que fica é: será que se não tivessem consumido cannabis estes jovens poderiam não estar doentes?
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Sábado, 25 de Junho de 2011
Europa: Todos os anos morrem 8 mil pessoas devido ao consumo de droga
Os números são do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência. Exemplo português é case study em publicações científicas.
O aumento de problemas associados ao consumo de drogas estimulantes está a transformar a realidade da toxicodependência na Europa. O director do Observatório Europeu da Drogas e Toxicodependência (OEDT) atribui as mudanças ao aumento do consumo de cocaína e de novas substâncias sintéticas que proliferam no mercado europeu.
Na sua mensagem de ontem, a propósito do Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico de Ilícito de Drogas, a assinalar no próximo domingo, Wolfgang Gotz reforçou a ideia de que a toxicodependência é cada vez mais uma ameaça à saúde pública. Só na Europa registam--se anualmente entre 7 e 8 mil mortes por overdose - e pelo menos um milhão de pessoas recebem tratamento associado a problemas de consumo.
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Segunda-feira, 13 de Junho de 2011
Congresso Saúde Mental SPESM 2011
Congresso_SPESM_2011 - “Informação e Saúde Mental”
10 e 11 de Novembro de 2011
Auditório do Instituto Piaget – campos académico de Silves, em Silves.
"Numa altura em que o conteúdo e a gestão da informação, assumem um papel cada vez mais relevante, para a adopção dos comportamentos das pessoas, e, por conseguinte determinante para a promoção da saúde/aparecimento da doença mental consideramos de extrema importância a sua discussão e debate, pelo que solicitamos a sua colaboração na divulgação desta informação junto dos potenciais interessados."
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Sábado, 4 de Junho de 2011
Estudo relaciona consumo de droga nos jovens com desejo de melhorar vida sexual
Um terço dos jovens europeus consome drogas com um intuito de melhorar o desempenho sexual, revela um estudo publicado pela BioMed Central e que contou com dados de nove países, incluindo Portugal, envolvendo 1300 pessoas entre os 16 e os 35 anos.
De acordo com o mesmo estudo, as substâncias psicotrópicas mais utilizadas para este fim são a cocaína, heroína, ecstasy e cannabis, sendo que 23 por cento dos consumidores são do sexo feminino.
“São cada vez mais os jovens que consomem drogas para se desinibirem ou melhorarem a experiência sexual. Estas práticas, obviamente, têm associados riscos, entre os quais uma maior propensão para contrair doenças sexualmente transmissíveis. Se olharmos para a realidade do nosso país e para as conclusões deste estudo não será por acaso que Portugal continua a ser o país europeu com as maiores taxas de mortalidade causadas por VIH/sida entre os consumidores de droga”, alertou o presidente da Associação Para um Portugal Livre de Drogas (APLD), num comunicado de reacção ao estudo.
Manuel Pinto Coelho salientou, ainda que “os jovens precisam de modelos que os ajudem a encontrar uma via positiva - uma via sem drogas. É importante, por isso, reforçar que tomar drogas não é natural nem inevitável e que elas não deverão nunca fazer parte da nossa cultura”.
A Associação Para um Portugal Livre de Drogas existe desde 2004 e tem como objectivo incentivar a prevenção e o tratamento da toxicodependência, bem como a cooperação internacional no delineamento de estratégicas de combate a este problema.
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
Quinta-feira, 12 de Maio de 2011
Descobertas 41 novas drogas na UE só em 2010
""Só no ano passado, foram detectadas 41 novas substâncias psico-activas na União Europeia, o número mais alto de sempre, revela o relatório do anual sobre novas drogas do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT) e da Europol.
O relatório foi apresentado hoje, durante o primeiro fórum internacional multidisciplinar sobre novas drogas da agência de informação sobre droga da UE, que decorre entre hoje e amanhã em Lisboa.
Em 2009 foram identificadas 24 novas drogas, quase o dobro das detectadas no ano anterior. Acutalmente o OEDT acompanha entre uma centena e centena e meia destas substâncias, disse ao PÚBLICO o coordenador do departamento da Acção sobre as Novas Drogas do OEDT, Roumen Sedefov. O número de lojas que comercializam estes produtos na Internet identificadas também aumentou significativamente no espaço de um ano: de 170 para 277.
"[Este encontro] é importante porque o fenómeno das novas drogas está a tornar-se num fenómeno verdadeiramente global - as substâncias que detectamos na Europa são produzidas noutros lugares, muitas vezes fora da Europa", explica Roumen Sedefov. Daí que tenham decidido abrir o fórum a outros países europeus e de outros continentes, como a Austrália, o Canadá, o Japão ou Israel e várias organizações internacionais como a Organização Mundial de Saúde. O departamento de novas drogas organizava, até aqui, reuniões anuais, apenas com as entidades responsáveis pelo combate às drogas nos Estados-membros.
As novas drogas são substâncias químicas que vão surgindo no mercado e que, até que haja uma intervenção, são comercializadas de forma legal - normalmente em smart shops e na Internet - porque estão sempre um passo à frente da lei. O fenómeno assume cada vez maiores proporções dentro da própria UE - em cada ano que passa tem crescido o número de novas substâncias psico-activas sintéticas detectadas.
"O ritmo a que este fenómeno das novas drogas se está a desenvolver reflecte-se não só no elevado número de substâncias disponíveis no mercado, mas também na sua diversidade e nos métodos de produção, distribuição e colocação no mercado", diz o director do OEDT, Wolfgang Götz, num comunicado sobre o fórum, em que se abordam temas como o sistema de alerta precoce, a avaliação dos riscos envolvidos no consumo e como devem ser feitos o controlo e a prevenção das novas drogas.
E nem sempre é fácil dar uma resposta rápida a um fenómeno em constante desenvolvimento, admite Roumen Sedefov. "O nosso sistema de alerta precoce [de novas drogas] é claramente o mais forte, mas claro que precisa de melhorar. É muito reactivo, dependente dos relatos que recebemos de cada Estado-membro. Precisa de ser mais pró-activo", admite. Uma das formas será "tentar antever o passo seguinte".
A mefedrona - uma nova droga com efeitos semelhantes aos da cocaína e do ecstasy, vendida como "fertilizante de plantas" -, foi a que mais preocupou o OEDT durante o ano passado e é um exemplo do quanto pode demorar uma substância a ser proibida desde que é detectada e identificada como “potencialmente perigosa”. Quase quatro anos após ter sido detectada na UE e cinco meses depois de uma directiva europeia para a sua proibição em todos os Estados-membros, continua à venda nas smart shops portuguesas.""
Fonte: publico.pt
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Segunda-feira, 9 de Maio de 2011
Quinta-feira, 5 de Maio de 2011
Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
Hospital Miguel Bombarda prestes a encerrar
""No Hospital Miguel Bombarda já "viveram" centenas de doentes. Alienados, como lhes chamavam. Hoje, são 27 que até nos próximos dias serão distribuídos por duas instituições, com alguns a manifestarem pena e outros a não esconderem a ansiedade pela mudança.
"É pena isto acabar, porque é impecável", desabafa Zé Pedro, 42 anos e os últimos 16 em internamento, primeiro no Hospital Júlio de Matos e, depois, no Miguel Bombarda, onde ainda vive.
Zé Pedro é um dos 27 doentes de internamento prolongado que persistem nesta instituição. Tem, tal como os outros 26, um percurso de vida pesado.
Da tentativa de suicídio numa linha de comboio guarda a falta das duas pernas. Dependeu de drogas, mas agora garante que está limpo e não vai voltar a "fazer asneiras". Vícios, só o do "seu" Benfica, eterno mote de conversa entre doentes e pessoal clínico.
Sabe que em breve o Miguel vai fechar as portas. Tem pena, mas reconhece que a mudança lhe proporcionará maior autonomia.
A emancipação dos doentes
A emancipação dos doentes está, aliás, a ser "treinada" com a ajuda dos profissionais, como contou à Lusa a enfermeira Ana Santos, há mais de 15 anos a trabalhar na área da saúde mental, os últimos dos quais no Miguel Bombarda.
"Estamos todos a fazer uma caminhada: eles [doentes] e nós [profissionais]. Por isso, é inevitável alguma ansiedade, mas vai correr tudo bem", disse.
A maior parte destes doentes tem este hospital psiquiátrico como a sua casa. As visitas são raras e os familiares poucas vezes estão presentes. Ainda assim, alguns aparecem após a morte dos doentes, mas para receber a pensão que estes foram amealhando.
Ricardo França Jardim, diretor clínico da instituição, explicou à agência Lusa que a grande maioria destes doentes sofre de esquizofrenia crónica, uma faixa etária elevada e muitos anos de institucionalização.
Por esta razão, contam todos com a medicação que é tomada, mediante observação, em alguns casos várias vezes por dia. O objetivo é evitar que os doentes descompensem.
Medicação permitiu comunidade aberta
O especialista salientou que é graças à medicação que a resposta na saúde mental mudou tanto no último meio século, proporcionando uma abertura à comunidade impensável aquando da criação do Hospital Miguel Bombarda, em 1848, na altura designado de "Hospital de Alienados em Rilhafoles".
Com o fim do Miguel Bombarda, "acaba um modelo do século XIX que está ultrapassado do ponto de vista metodológico. Na altura tínhamos uma psiquiatria fundamentalmente de proteção dos doentes e da sociedade em relação a estes", lembrou.
As mudanças demoraram a sentir-se nesta área. França Jardim sublinha que só nos anos 90 é que o doente passou a ser tratado como único e a ter direito a algo tão simples como a identificação pelo nome e roupas próprias.
Ao longo dos 43 mil metros quadrados de terreno onde está situado este hospital, são visíveis as heranças da "terapia" nesta área, como é o caso do balneário - classificado como de interesse público - onde os banhos eram tidos como "terapêuticos".
Futuro museu da medicina
Visivelmente degradado, este espaço deverá, mesmo depois do fim do hospital, ser recuperado e fazer parte do futuro museu da medicina.
Igualmente com classificação de interesse público, e também para incluir no futuro museu, o pavilhão de segurança já está visitável e mostra como os inimputáveis estavam presos num edifício arquitetonicamente redondo, sem arestas, distribuídos por pequenas celas.
Parco em doentes, o hospital é, hoje em dia, mostra de instrumentos e técnicas utilizados nos últimos séculos -- como a célebre camisa de forças, usada entre 1930 e 1950 - bem como de um acervo com obras de arte dos pacientes, entre os quais o pintor e poeta Ângelo de Lima, internado até ao final da sua vida, com 49 anos, em 1921.
Em 2009, este imóvel foi vendido à sociedade Estamo, detida pela empresa pública Parpública, por cerca de 25 milhões de euros.""
Fonte: expresso.pt
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Segunda-feira, 2 de Maio de 2011
Fumo de cigarro provoca perturbações mentais e comportamentais em crianças
"A exposição passiva ao fumo de cigarro pode aumentar o risco de distúrbios mentais e comportamentais em crianças, o que inclui o défice de atenção com hiperactividade (TDAH), indica um estudo publicado recentemente na revista Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine.
A exposição passiva ao fumo de cigarro está também relacionada com problemas de coração e respiratórios. O estudo agora dado a conhecer sugere ainda que as mães fumadoras durante o período da gravidez tornam as crianças mais propensas a problemas de comportamento.
Os autores do estudo da Universidade de Miami observaram a ligação entre o fumo passivo e a saúde mental em crianças e jovens entre os 8 e os 15 anos. Entre as crianças expostas ao fumo passivo, foi notória uma maior propensão para os sintomas de TDAH, depressão, ansiedade e transtorno de conduta.
Os autores concluíram ser necessários mais esforços para banir o fumo nos lugares públicos e evitar a exposição dos filhos ao fumo em ambiente doméstico."
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Terça-feira, 19 de Abril de 2011
25 de Abril
Esta é uma das imagens mais conhecidas da Revolução.
O que será que esta criança, hoje adulta, pensa do ponto a que chegou este País...
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Segunda-feira, 18 de Abril de 2011
Suicida-se um menor por mês em Portugal
Segundo os últimos dados do INE, relativo a 2009, mataram-se 16 adolescentes. Número real pode ser superior. Rejeição amorosa é o principal motivo.
O suicídio entre jovens está a aumentar em Portugal. Em média, todos os meses, um adolescente decide pôr termo à própria vida. Segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), 16 jovens, menores de idade, suicidaram-se em 2009.
Um número que pode ser muito superior em 2010: só o Instituto de Medicina Legal (IML) confirmou, nesse ano, dez suicídios entre adolescentes em Lisboa, Porto e Coimbra.
Muitos casos, porém, nem chegam a este instituto: quando não há dúvidas em relação à causa de morte, o Ministério Público não pede autópsia.
Carlos Braz Saraiva, coordenador da Consulta de Prevenção do Suicídio dos Hospitais da Universidade de Coimbra e um dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Suicidologia (SPS), observa que podemos estar perante «um novo padrão de suicídios consumados em Portugal».
Admitindo um aumento o número de suicídios entre adolescentes, o especialista defende, no entanto, que é cedo para dar como garantida a existência de um padrão (que apenas se confirma em longos períodos temporais).
O certo é que, só em 2009, houve quase o dobro dos suicídios registados em 2006, ano em que se suicidaram nove adolescentes. Em 2007, as autoridades contabilizaram dez vítimas e no ano seguinte 12. Desses, a maioria são rapazes. «Tem existido um aumento de casos nos jovens do sexo masculino entre os 15 e os 24 anos», confirma Pedro Frazão, psicólogo, psicoterapeuta e terapeuta familiar.
Uma realidade que se deve, em parte, ao facto de «os métodos escolhidos pelos homens para por fim à vida serem mais letais».
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Ómega 3 diminui risco de Depressão Pós-Parto
Consumo deste ácido gordo durante a gravidez apresenta benefícios a vários níveis.
A depressão pós parto, que afecta aproximadamente um quarto das mulheres que são mães e tem consequências no desenvolvimento afectivo das crianças, pode ser evitada através do consumo de ómega 3 durante a gravidez, revela um estudo da Universidade de Connecticut, apresentado no Congresso de Biologia Experimental 2011, que se realizou em Washington.
Michelle Price Judge, autora do estudo e investigadora da Escola de Enfermagem desta universidade americana, já tinha demonstrado que o consumo do ácido gordo DHA, do tipo ómega 3, também auxilia o desenvolvimento do bebé durante a gestação.
Neste novo trabalho, os investigadores analisaram os hábitos alimentares de 52 mulheres grávidas que foram divididas em dois grupos: metade tomou um placebo e à outra metade foram administrados 300 miligramas de DHA cinco dias por semana nas últimas 16 semanas de gravidez.
Depois do parto, a equipa de investigação acompanhou as mães e avaliou a sua situação emocional através de uma escala de depressão pós-parto realizada por Cheryl Beck, da Universidade de Connecticut e co-autora do estudo.
Na análise dos dados verificou-se que as mulheres do grupo que consumiu ómega 3 foram menos propensas a manifestar sintomas relacionados com a depressão pós-parto, como a ansiedade. Contudo, Michelle Price Judge pretende realizar um estudo mais abrangente para perceber o motivo e o alcance dos benefícios do ómega 3 para a saúde mental da mãe.
Ainda assim, os especialistas recomendam o consumo de peixes ricos neste tipo de ácidos gordos entre dois e três dias por semana, uma vez que têm proteínas e minerais em abundância e que, como comprovam outros estudos, são benéficos para a saúde mental e para o desenvolvimento cognitivo e visual das crianças.
Fonte: cienciahoje.pt
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